Política POLÍTICA
O Supremo Tribunal Federal proferiu condenação por corrupção contra parlamentares do Partido Liberal, que foram acusados de desviar verbas de emendas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou dois deputados e um suplente do Partido Liberal (PL) na Câmara de solicitar propina em troca da alocação de verbas públicas. A pena máxima prevista é de 6 anos e 5 meses.
17/03/2026 20h48
Por: Ivan Oliveira
Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Por decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu condenação nesta terça-feira (17) por corrupção passiva contra dois deputados e um ex-parlamentar do Partido Liberal (PL), bem como outros quatro indivíduos acusados de desvio de emendas parlamentares.

O ministro Cristiano Zanin, relator do processo, proferiu voto favorável à condenação do grupo, sendo acompanhado pelos demais membros da Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

 

Os políticos condenados e as penas são:

 

  • Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que está licenciado do mandato na Câmara. Pena: 6 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto e 300 dias-multa;
  • Pastor Gil (PL-MA). Pena: 5 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto e 100 dias-multa;
  • João Bosco (PL-SE), que atualmente é suplente. Pena: 5 anos de prisão em regime semiaberto e 100 dias-multa.

Considerando que o regime de cumprimento da pena será o semiaberto, a Câmara deverá deliberar acerca da compatibilidade entre a condenação e o exercício do mandato dos parlamentares Josimar e Pastor Gil. Adicionalmente, a Casa também precisará analisar a situação do suplente Costa.