Nesta segunda-feira, 16 de janeiro, o presidente do Chile, José Antonio Kast, deu início à implementação de barreiras na fronteira com o Peru, conforme prometido em sua campanha eleitoral. O objetivo é conter o fluxo de migrantes irregulares provenientes do Peru e da Bolívia.
O governo estabeleceu um prazo de 90 dias para a conclusão dessas estruturas, embora não tenha detalhado o tipo de infraestrutura a ser utilizada para vedar a passagem em três regiões do norte do país.
“Iniciamos hoje o processo de contenção da migração irregular”, declarou Kast à imprensa, posicionado à frente da escavadeira que realizava a escavação de uma vala profunda nas imediações do posto fronteiriço de Chacalluta, localizado na cidade de Arica, na divisa com o Peru.
As regiões de Antofagasta e Tarapacá, onde se localiza Colchane, uma passagem de fronteira com a Bolívia que se tornou o principal ponto de entrada para migrantes irregulares, também estão incluídas no mesmo plano de obras.
De acordo com dados oficiais, o Chile, que possui uma população de 20 milhões de habitantes, acolhe aproximadamente 337 mil migrantes em situação irregular, sendo a maioria de nacionalidade venezuelana.
Conforme declarado pelo Ministro do Interior, Claudio Alvarado, as “barreiras físicas” abrangerão uma extensão aproximada de 500 km.
O projeto “Escudo fronteiriço”, previamente anunciado por Kast, contempla também o reforço militar na região e a implementação de tecnologias avançadas de monitoramento.